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Entrevista Dr. Eduardo

 

 

 

Entrevista Simone Xavier

 

 

 

 

 

Entrevista Dr. Daniel

 

 

 

Se estou informado, não participo! - Maio 2007

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Não estou informado, não participo.

Olá visitante do site da Associação dos Amigos da Saúde Emilia Alfredo Manganotti - ASEAM. Seja bem vindo. Pretendemos passar a você informações sobre nossa Associação.

Antes gostaria de perguntar: por que nós não participamos das decisões administrativas do Poder Público? É falta de vontade? Falta de zelo? Talvez falta ânimo? Seria falta de patriotismo?
Ao contrário, afirmo que não participamos porque não temos acesso ao sistema de controle e fiscalização das ações do Poder Público. Não sabemos com precisão o que se passa na Prefeitura de São Caetano do Sul.

A publicidade legal não traz informações suficientes e necessárias para que os cidadãos formem opinião correta sobre os atos administrativos.

O povo quer e deve participar. O momento e a lei indicam o caminho da participação popular como único meio de resistir à degradação da ética e da moral que campeia em nosso País.
Por exemplo: você sabe que a Prefeitura de São Caetano do Sul paga, com nosso dinheiro, cerca de um milhão e trezentos mil dólares a cada seis meses pela dívida da rodoviária. Isto retira mensalmente dos cofres públicos mais de R$ 433 mil.

Sinceramente, isso nós não sabíamos!

Você sabe que no dia 24 de maio de 2006 a Prefeitura assinou contrato de prestação de serviço para conservar e recuperar a malha viária da cidade, no valor de mais de R$ 25 milhões? As ruas estavam todas esburacas mesmo? E depois de quase um ano, todas as ruas foram realmente recapeadas? E o pior, estão todas muito melhores do que estavam há um ano?
Você sabia que duas empresas de publicidade, em sociedade familiar, detêm a maioria dos contratos públicos em nosso município? Existe a real possibilidade de que estas mesmas empresas tenham recebido mais de R$ 50 milhões dos cofres públicos nos últimos anos.

Você sabe de verdade porque o Instituto de Previdência e Assistência Social Municipal - IPASM foi extinto? Você sabe qual o número de idosos que o IPASM atendia? Sabe onde esses idosos estão sendo atendidos?

E o Projeto do Pólo Tecnológico, você sabe o que é ? Quem serão os beneficiários desse Projeto, hein?? Serão os mesmos de sempre?

Por que não há transparência em São Caetano do Sul? Quais são os mistérios que envolvem a administração da cidade? Há mais de ano a Prefeitura não responde os requerimentos de informações da ASEAM.

O Atende Fácil deve consumir dos cofres públicos mais de 4 milhões de reais. Você sabe qual empresa ganhou a concorrência para a construção? Por que até agora o Atende Fácil não foi inaugurado?

O povo quando provocado sabe reagir. Depõe até Presidente eleito.

A ASEAM pretende buscar resposta a todas essas perguntas e muitas outras. Só assim vivenciaremos na plenitude a cidadania.

Neste mesmo site há várias informações que certamente causará em você um grande desconforto.

Assim como nós, eu sei que você quer participar. Mas para isso precisamos das respostas. Chega de não saber o que acontece no NOSSO município!!! Chega de não saber o que é feito do NOSSO dinheiro!!!

A ASEAM convida a todos para que unidos possamos desvendar os mistérios que envolvem São Caetano do Sul.

Participe! Acesse a opção "Fale Conosco".

Presidência

Segurança - Maio de 2007

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Segurança

Convidamos você a refletir sobre uma questão que muito nos preocupa: a segurança.

Compartilhamos da angústia no convívio diuturno com a violência.

A deficiência presente na área da segurança pública não é novidade. A violência caminha a passos largos. A criminalidade aumenta desproporcionalmente. Ei-la agora incrementada por crueldades sem limites. Parafraseando Olavo Bilac, podemos assim pronunciar: "E ei-la, a morte! e ei-lo, o fim!" (Olavo Bilac, Poesias, p. 268).

Notória é a degradação nos serviços públicos, inclusive na área da segurança pública.

Invariavelmente concluímos ser a velha "crise" responsável pelos desatinos governamentais. Aguardamos, então, ações preventivas e imediatas que julgamos ser de competência do Estado e da Federação. Em breve raciocínio, duvidamos descoroçoados que a magnitude das ações públicas necessárias venha de imediato em socorro da sociedade. Seria possível, ante a desordem pública que se instalou sob o olhar claudicante da população, o amparo do Poder Público sem a efetiva exigência da população?

Infelizmente, nos resignamos a rezar.

Rezar é importante, mas não nos livra do peso da passividade. Devemos agir. Devemos nos unir em ações.

A ação conjunta, do Governo Federal, do Estado e especialmente do Município, é condição sine qua non para consolidarmos a democratização do sistema político brasileiro e a implantação de uma segurança cidadã.

Possivelmente, nesse mesmo espírito, o Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça, iniciou em 2003 a implantação do chamado Sistema Único de Segurança - SUSP, através do órgão de Segurança Nacional - a SENASP.

Alguns poucos heróis, sofridos, violentados e acabrunhados pelo fardo da falta de segurança, por força de trágicos episódios com repercussão na mídia nacional, ao contar suas histórias constrangeram, até mesmo políticos insensíveis, a promover os ideários - que ainda estão no papel - estampados nas regras do SUSP.

As idéias precisam ser levadas à prática através de ações que visem garantir a segurança. Mediante diagnóstico preciso verificou-se a necessidade de capacitação e modernização do aparelho policial do Estado, isto quer dizer, investir, sob todas as formas, nas polícias civil, militar e na guarda municipal.

Além disso, o intercâmbio de experiências técnicas e operacionais e a realização de estudos e pesquisas constituem elementos imprescindíveis para adotar políticas corretas de combate à criminalidade.

Destacamos ainda a necessidade absoluta de integração das ações executadas pelas organizações de segurança pública de todo o País.

Daí a importância da coalizão de interesses, inclusive e especialmente o ombrear da sociedade civil com os órgãos de segurança pública.

Deve haver integração efetiva entre Federação, Estados e Municípios, de modo que as ações planejadas possam ser rapidamente colocadas em prática. Todos devem desempenhar papel importante para a consecução desses objetivos comuns, especialmente a população.

Em face do momento atual o Município deve investir em segurança, mesmo sabendo que a obrigação constitucional é do Governo Estadual e Federal. Nem toda a população se constitui de afortunados pelas benesses dos mandatos eletivos. Não temos carros blindados, seguranças armados e as mesmas condições que muitos dos agentes públicos detêm. É comum verificarmos desfiles e tropel quando prefeitos e outras autoridades se locomovem nas vias públicas. Estes estão protegidos.

A valorização profissional do agente de segurança, a implantação de projetos de prevenção contra a violência e o reaparelhamento dos órgãos de segurança, dentre outros devem ser preocupações constantes do administrador municipal.

E há de haver uma conduta participativa contínua e efetiva por parte do cidadão brasileiro que muito tem a contribuir nesse contexto.

A participação social é fundamental para a efetivação do programa SUSP.

Precisamos nos movimentar denunciando ações criminosas, cobrando repressão qualificada. Precisamos demonstrar com atos notórios a reprovação de condutas ilícitas, desde as mais insignificantes imoralidades que se apresentam com aparências singelas até ações de maior potencial ofensivo, muitas vezes praticado com intensa crueldade.

Precisamos cobrar da Administração Pública investimentos e ações convergentes a tal propósito. Isso implica cobrar do Município investimentos de toda a sorte, a par dos recursos advindos do Governo Estadual e Federal.

Devemos participar ativamente fiscalizando investimentos qualificados e sua contrapartida. Devemos fazer respeitar nossos direitos colaborando diretamente na prestação dos serviços públicos de segurança.

Em que pese não muito divulgado, São Caetano do Sul tem um dos mais altos índices de furto de veículos, o que representa um aumento aproximado de 38% no custo do seguro, em comparação à Capital.

É cediço haver desentendimento ou até mesmo desentrosamento entre as corporações civil e militar. O que diremos da guarda civil municipal, com quem esta deve se entrosar?

O atual Prefeito Municipal declarou certa frustração sobre os limites de sua atuação nessa área. Contudo, repisamos: não há limites para os investimentos em segurança.

Cobremos uma atuação mais ativa do Conseg junto à Secretaria Estadual de Segurança Pública. Cobremos uma representatividade mais atuante junto a órgãos governamentais, para chamar a atenção para investimentos na cidade, porque isto se faz necessário. De que adianta absortos no orgulho do propalado alto IDH do País, conviver com a tormenta da insegurança? Precisamos chamar a atenção não só para méritos, mas também para nossas fraquezas e necessidades.

Afinal, propalar aos quatro ventos que São Caetano do Sul é uma cidade rica chamou a atenção de quem?

Assim chamo sua atenção para atuar junto aos poderes públicos exercendo a cidadania respeitando e fazendo-se respeitar, pois somente assim, numa ação conjunta conquistaremos o presente para nós e o futuro para nossos filhos.

São Caetano do Sul, 02 de abril de 2007.

Simone Xavier Lambais
Vice-Presidente